Assad: Os Ataques Aéreos do Reino Unido e da França na Síria destina-se ao fracasso



Assad: Os Ataques Aéreos do Reino Unido e da França na Síria destina-se ao fracasso.

Fonte: Press TV. Website: presstv.com. Em 6 de dezembro de 2015.

O presidente sírio, Bashar al-Assad diz que os ataques aéreos lançados pelo Reino Unido e a França contra as posições supostas dos terroristas Daesh Takfiri no país árabe será inútil como os dois estados não têm a vontade, bem como a visão sobre a forma de derrotar o terrorismo.

Ele fez os comentários em uma entrevista com o jornal britânico “Sunday Times” publicada no site da agência de notícias SANA (oficial da Síria) nesse domingo.

Colocando Paris e Londres entre os principais apoiantes dos terroristas na Síria, Assad disse que a participação da chamada coligação dos EUA, que se propõe a atingir posições do Daesh é ilegal.

“É legal somente quando a participação é realizada em cooperação com o governo legítimo da Síria. Então, eu diria que eles não têm a vontade e nem têm a visão sobre a forma de como derrotar o terrorismo“, enfatizou o presidente Assad. 

A coalizão liderada pelos Estados Unidos tem vindo a realizar ataques aéreos no interior da Síria, sem qualquer autorização de Damasco ou de um mandato das Nações Unidas desde setembro de 2014. A missão destina-se em deslocar os terroristas.

Os grupos terroristas Takfiri como Daesh e a Frente al-Nusra expandiram livremente, apesar dos ataques aéreos da coalizão liderada pelos Estados Unidos, disse Assad.

O líder sírio elogiou a campanha aérea russa contra os grupos terroristas que operam em seu país, como legal e construtiva, uma vez que tem sido coordenada com Damasco.

“Olhe para os russos, quando eles pretenderam em fazer esta aliança contra o terrorismo, a primeira coisa que eles fizeram foi começar uma discussão com o governo sírio antes de mais ninguém. Em seguida, eles começaram a discutir a mesma questão com outros governos. Então eles vieram. Então, essa é a maneira legal para combater qualquer terrorista ao redor do mundo”, disse o presidente sírio. 

Moscou lançou seus ataques aéreos contra o Takfiris, incluindo terroristas Daesh, na Síria em 30 de setembro, após um acordo firmado com o governo sírio.

Em resposta a uma pergunta sobre a questão dos grupos militantes moderados na Síria, o presidente Assad disse que, desde o início do conflito na Síria, em Março de 2011, não houve tal coisa como militantes moderados no país árabe.

Sublinhando que, os terroristas Daesh não pode ser derrotado por ataques aéreos sozinhos, e sem a cooperação com as forças em solo, “declarou a disposição da Síria em acolher qualquer país ou governo, que tenham esforço político para combater o terrorismo ao lado de Damasco, se eles forem sérios e verdadeiros.”.

“Nós queremos resolver a situação na Síria e evitar mais derramamento de sangue. Essa é a nossa missão. Então, não se trata de amor ou ódio, aceitar ou não, é sobre a realidade. Eles estão realmente prontos para nos ajudar a lutar contra o terrorismo, para deter os terroristas que vem à Síria através de seus governos substitutos em nossa região, ou não? Essa é a verdade. Se eles estiverem prontos, vamos recebê-los. Isso não é pessoal“, enfatizou Assad.

Em outra parte de sua fala o presidente sírio apontou para uma reunião marcada para ser realizada pela Arábia Saudita que emitiu convites para 65 figuras da oposição síria a participar de uma conferência em Riad no final deste mês. A chamada Coalizão Nacional da Síria, e declaradamente aceito o convite para participar dessas negociações.

“Com relação à reunião na Arábia Saudita, os sauditas foram apoiante do terrorismo diretamente, publicamente e de forma explícita. Essa reunião não vai mudar em nada na terra. Antes da reunião e após essa reunião da Arábia Saudita, ela tem vindo sempre a apoiar os terroristas e continuará a fazê-lo. Não é um ponto de referência ou um momento crítico para discutir. Não vai mudar em nada”, disse ele.

O conflito sírio, que começou há mais de quatro anos, já custou à vida de mais de 250.000 pessoas, e deixou mais de um milhão de feridos, segundo a ONU. E o governo da Síria culpa as militâncias externas, apoiadas no país por algumas nações, como a Turquia e a Arábia Saudita.

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