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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Valéria Monteiro, ex-apresentadora do Jornal Nacional, se lança candidata à Presidência





— Você acha que a política não tem mais jeito. E aí? Vai deixar nas mãos dos bandidos, dos amigos, dos herdeiros deles?



E convida:



— Vem fazer ativismo político comigo. Sou pré-candidata à Presidência...da República. É sério.



Não antecipa sua plataforma ou suas alianças.



Em conversa com um interlocutor, não se assume liberal ou estatizante na economia. "Mas sei que um país não pode ser governador como uma empresa".



Afirma que tem conversado com algumas pessoas sobre políticas públicas, "gente ao meu redor, mas ninguém conhecido".



E completa:





— Não tenho experiência política. Mas estou me lançando para ver a receptividade.



Valeria Monteiro anunciou que pretende se candidatar à Presidência da República nas eleições de 2018. Distante da televisão desde que apresentou um especial no canal Viva, a jornalista foi a primeira mulher a apresentar o Jornal Nacional, no ano de 1992. 

Em um primeiro momento, ela tem a ideia de fazer uma campanha independente como ativista política. A jornalista diz que está em conversa com alguns partidos, mas que ainda é cedo para escolher uma legenda - o prazo para filiação de candidatos ao Planalto é até abril.

Um dos principais temas alvo de sua preocupação é a corrupção sistêmica somada e o desinteresse dos políticos "por aqueles que deveriam representar". Para ela, a descrença que se tem pela classe política é a sentença ao empobrecimento enquanto nação.

Sobre a falta de experiência, ela diz que espera que a sua independência possa ganhar força perante os eleitores. "Sou inexperiente, mas aprendo rápido".

A ex-apresentadora também é crítica ao atual presidente Michel Temer, que pode não ter dado um golpe, mas governa sem legitimidade.

Aos 50 anos, Valeria Monteiro, além do Jornal Nacional, apresentou o Fantástico, Jornal Hoje e o RJTV. Nos Estados Unidos, onde foi morar após deixar a emissora carioca, trabalhou na WNBC, da NBC em Nova York, e pelo canal Bloomberg. Ela voltou ao Brasil em 2002 e tem uma produtora em Campinas. 

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