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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Corrupção hedionda no Governo Alkimin: grampos mostram que ‘Moita’, do PSDB, operava ‘do Palácio’, diz jornal

Geraldo Alkimin não atacou Lula de graça, não deu nele um ataque de puritanismo repentino ao desferir ofensas ao ex-presidente e seu partido, o Governador de São Paulo quis apenas desviar a atenção da corrupção que assola o seu governo. Corrupção grossa, absurda, se levar em conta que os desvios são de merenda escolar, o crime cometido por integrantes do Governo do PSDB em São Paulo se torna hediondo. 

De acordo com investigações da Operação Alba Branca, Luiz Roberto dos Santos, conhecido como “Moita”, então braço direito do secretário-chefe da Casa Civil do governo Geraldo Alckmin, operava para a quadrilha da merenda escolar de sua sala no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. “Moita” caiu no grampo da Polícia Civil várias vezes dizendo a interlocutores “tô no Palácio”. As informações são do Estado de S. Paulo.

A reportagem afirma que relatório policial mostra sucessivos contatos ao celular, de seu próprio gabinete, com integrantes da organização sob suspeita de fraudar licitações e superfaturar produtos agrícolas e suco de laranja destinados à merenda.

De acordo com o Estadão, um dia antes da deflagração da Alba Branca, “Moita” foi demitido do cargo de confiança que ocupava. O secretário Edson Aparecido o devolveu à função de origem na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

A reportagem afirma que boa parte dos grampos flagra “Moita” orientando o lobista Marcel Ferreira Júlio, apontado como operador de propinas da organização que se infiltrou em pelo menos 22 prefeituras paulistas e mirava em contratos da Secretaria da Educação do Estado. “Moita” fala sempre de um número de celular e diz que está “no Palácio”.

Segundo o texto, o dossiê Alba Branca indica o campo de ação de “Moita”. Ele age diretamente para atender aos interesses da Coaf (Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar), apontada como carro-chefe da fraude.

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