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terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Recepção a Dilma na Bahia se divide entre gritos de "não vai ter golpe" e vaias

A presidente Dilma Rousseff chegou de metrô ao evento de inauguração da Estação Pirajá, em Salvador, primeiro compromisso da agenda que cumpre no Nordeste na manhã desta terça-feira. Ela estava acompanhada do ministro das Cidades, Gilberto Kassab; do governador da Bahia, Rui Costa, e do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), além de deputados estaduais e federais.

Com metade do público formado por simpatizantes da presidente e outra metade de seguidores do prefeito, a recepção foi marcada pela divisão entre gritos de "não vai ter golpe" de um lado da plateia e vaias de outro, de onde também vinham gritos de "ACM presidente do Brasil". Um telão exibia imagens da presidente percorrendo a estação e tocando tambor do tradicional bloco afro de Salvador, Ilê Ayê.

Conciliação
 
Em meio a esta divisão do público, o prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM), disse que não foi a disputa política e nem as brigas partidárias que viabilizaram o "sonho" de Salvador em inaugurar mais uma estação de metrô. Oposicionista, disse que suas palavras na cerimônia seriam de reconciliação. E pediu que os grupos oposicionistas que estavam no local para protestar evitassem o confronto. "Nem a presidente (Dilma) e nem o governador (o petista Rui Costa) merecem que esse dia de festa se transforme em palco de guerra", afirmou em breve discurso.

ACM Neto disse também que em 2013, quando estava quatro meses à frente da prefeitura de Salvador, buscou o caminho do entendimento, estabelecendo acordo com o governo federal e o estadual. "Colocamos os interesses da cidade em primeiro plano, deixando de lado as disputas eleitorais, essa é a demonstração da responsabilidade política, do compromisso público e da cidadania." Apesar dos afagos, lembrou que a sua gestão municipal tem participado de todas as etapas de execução da obra inclusive com aporte de R$ 2,5 bilhões.
Recepção a Dilma na Bahia se divide entre gritos de "não vai ter golpe" e vaias | Política: Diario de Pernambuco

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