Questão Brasil edição nº. 87

Questão Brasil | Assuntos de Goiás TV

domingo, 5 de março de 2017

Rolo que pode manchar as Olimpíadas: Empresário ligado a Cabral teria pago propina por eleição da Rio-16 – Setor Pedro Ludovico

Ao contrário da Copa do Mundo que já tinha passeado por países do chamado terceiro Mundo, os Jogos Olímpicos  sempre foi considerado um evento europeu, asiático ou americano, coisa de país rico, nunca tinha frequentado a América Latina, muito menos se deixado festejar por países pobres ou com economias emergentes como a do Brasil. 

Assim como andar de avião, estudar nas melhores faculdades ou ter uma carro do ano sempre foram artigos de luxo destinados a classe média ou aos mais abastados da nação, mas que na última década, sob a batuta de um presidente operário, coisas desse tipo, tidas como luxo e que só estavam ao alcance da elite brasileira começaram a estar cada vez mais acessíveis aos mais pobres, pelo menos foi assim que ocorreu no no Brasil dos anos 2000, e assim deveríamos contar esta história, falar de gente que tinha "preocupação" com gente, a missão de ajudar os menos afortunados a ter acesso a educação, saúde e segurança de qualidade... 

Só que não.

A história que será lembrada, infelizmente, é aquela que retrata os governantes da nação se fazendo valer da miséria do povo para encher os próprios bolsos, possibilitando o acesso dos mais pobres sem qualquer preocupação com a qualidade dos serviços oferecidos, pois o que importava eram o dinheiro que corria por fora, dinheiro este que poderia ter melhorado permanentemente a vida de todos que aqui vivem. 

Quem roubou ou deixou de roubar passa a ser secundário quando tomamos conhecimento de fatos estarrecedores de como vivia e gastava bem o Sr Sérgio Cabral, enquanto a população do Rio de Janeiro sofre as consequências da quebradeira do estado. 

 Os Jogos Olímpicos também também entraram nesta cesta, aquela em que os atores diziam que estavam conseguindo desconstruir o muro da desigualdade social, pregavam que já estavam fazendo isso no Brasil e que era hora de espalhar isso para o resto do Planeta. 

Parece que conseguiram? É, conseguiram da mesma forma que tiraram 40 milhões da pobreza no país, pois os lideres eram os mesmos que alimentaram uma imensa rede de corrupção, a qual tomamos conhecimento agora, que acabou por contaminar boa parte do Mundo e até eventos tidos como inatingíveis pelos tentáculos da ladroagem como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. 

Tudo o que envolve dinheiro esta passivo de se deparar com corruptos, alguém que vai explorar o que não é seu e sofrer a consequência de seus atos. Somos o país Pentacampeão de futebol, respeitado pelas conquistas, gols e feitos dos atletas, também estamos caminhando para nos tornarmos imbatíveis também no campo da corrupção, superando com folga até os países africanos, governados por ditadores sanguinários que fazem da coisa pública seus pertences particulares. 

A turma de delinquentes que estão as voltas com a justiça tem seus méritos em muitas ações que beneficiaram o povo, mas perdem completamente a razão quando nos deparamos com os fatos estarrecedores daqueles que só visavam o lucro sobre as mazelas da população. 

 Na escalada da corrupção no Brasil não é difícil se indignar com tudo isso que vem sendo revelado, não é aceitável que os corruptos fiquem impunes por usar o dinheiro público em benefício próprio, enquanto as pessoas morrem em filas de espera por não ter um leito de UTI. 

É constrangedor para nós termos que assistir na TV que que as pessoas são acometidas por doenças graves pelo simples fato de não ter saneamento básico. É ainda mais triste para qualquer pessoa de bem ver o governo querendo promover uma reforma da previdência, que talvez fosse necessária, para aumentar a desigualdade social e distribuição de renda no Brasil. 

O dinheiro do povo foi consumido pela corrupção, e com ele vidas foram ceifadas sem piedade ou compaixão de quem queria o poder pelo poder para ficar rico as custas de gente humilde e sofrida. 


Segundo a publicação do jornal 'Le Monde' o empresário, amigo de Cabral, teria recebido cerca de R$ 1,5 milhão enquanto corria o processo que escolheu a cidade do Rio como sede dos jogos de 2016
 
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