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quinta-feira, 28 de abril de 2016

Câmara aprova regime de urgência a reajuste de até 41,47% para Judiciário – Tudo se resume ao dinheiro



Tudo parece se resumir ao dinheiro nesse país, não interessa se a saúde vai continuar penando com as migalhas que o orçamento lhe reserva, muito menos se vão diminuir investimentos em educação para que a mesma se torne referência, ajudando a população a ter discernimento para decidir o que quer para seu próprio futuro. 

Nem uma destas pastas são prioridades agora, ou foram em governo nenhum.

Dilma vetou o reajuste da esfera judiciária por considerar os patamares completamente absurdos para um país em crise e que precisa economizar horrores; mas as manobras daqueles que dizem se preocupar muito com o bem estar dos brasileiros vão sempre na corrente contrária e não medem as consequências que tal medida pode acarretar para a economia de um país mergulhado numa recessão. 

 Velhos ditados relatam que todo ser humano tem seu preço, e um golpe bem tramado e executado com esmero precisa contemplar todas as esferas do poder para vingar. 

Dilma vacilou com o legislativo em muitos momentos do seu governo, dizem até que por não saber fazer política sempre evitou se misturar, esta falta de dialogo acabou levando a perda do controle de um Congresso repleto de parlamentares achacadores e aos diversos pedidos de Impeachment. 

Verdade ou não, certo é que os Deputados corruptos a colocaram na berlinda, cabendo aos senadores referendar tal atitude. A partir dai o Brasil pode ganhar um novo "velho" governo capitaneado por Michel Temer, o vice que se auto-definiu decorativo, que conspirou para que o Governo legitimamente eleito acabasse criminalizado pelos brasileiros. 

Todo script já foi definido, os atores já ensaiaram o final, cuja derrocada da mandatária é irreversível, mas sempre pode ocorrer o risco de alguém tentar melar a peça via judiciário. 

É ai que entra na pauta proposta na Câmara dos Deputados, e por meio de Eduardo Cunha, um singelo aumento para o serventuários da Justiça, reajuste este que diga se de passagem, foi vetado por Dilma Rousseff em 2015. 

 Eduardo Cunha conduz o Legislativo ao seu bel prazer, quase sempre em benefício próprio, se for de seu interesse vai aprovar o que quiser por lá, os parceiros seguiram o rito que também deve se consumar no Senado Federal, o impedimento da Presidente que passará então a ser uma carta fora do baralho deixando a caneta a disposição para que Michel Temer ratifique os compromissos que endossaram a derrubada do Governo que não rezou na cartilha da corrupção. 

 Com o Judiciário agraciado, e agradecido, Dilma jamais vai conseguir impetrar recursos contra as decisões tomadas pelo legislativo no que tange o seu impedimento. 

A alegação para estas recusas também já foram treinadas e estarão na ponta da língua dos nobres Ministros do Supremo Tribunal Federal, a de que todas decisões no caso contra Dilma Rousseff foram decisões políticas e não cabe ao Judiciário revogar as mesmas.

Simples assim. 

A corrupção acaba no Brasil da noite para o dia, nenhum político será mais incomodado pelas ações cinematográficas da Polícia Federal e os brasileiros voltarão a ser divididos por classes sociais, passando a viver cada qual em seu quadrado, felizes para sempre num país livre da corrupção e sem corruptos, tendo apenas corruptores que devidamente punidos pela Justiça. 

 Você deve estar se perguntanto como fica Sérgio Moro, o justiceiro da República de Curitiba, nesta história toda? Profundo conhecedor das leis e do âmbito jurídico, o Juiz deve ser agraciado nos próximos anos com uma vaga no Supremo Tribunal Federal para que também ele, seja feliz para sempre.

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